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Mercado de moda íntima 2023: tendências e desafios

Mercado de Moda Íntima 2023: Tendências e Desafios

Por

Thiago Martins

18 de fev. de 2026, 00:00

Editado por

Thiago Martins

15 cerca de minutos

Introdução

O mercado de moda íntima tem mostrado uma dinâmica interessante em 2023, marcada por mudanças tanto nas preferências dos consumidores quanto nas estratégias das empresas do setor. Com uma base de clientes cada vez mais exigente e consciente, entender essas transformações virou essencial para quem atua no segmento.

Neste artigo, vamos analisar os principais pontos que afetam a moda íntima hoje, como as tendências de consumo, o perfil do público, as inovações em produtos e os desafios que empresas enfrentam para se destacar. A ideia é fornecer informações práticas e atualizadas, que sirvam tanto para investidores e corretores quanto para analistas e educadores que acompanham essa área.

Various styles of intimate apparel displayed to illustrate market trends in 2023
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Por que esse tema importa? O mercado de moda íntima movimenta bilhões e tem grande potencial de crescimento, mas também exige respostas rápidas a mudanças culturais, tecnológicas e econômicas. Com o aumento da busca por conforto e sustentabilidade, por exemplo, o setor se reposiciona para atender a uma demanda que vai além da estética.

Ao longo do conteúdo, apresentaremos dados que ajudam a entender essas nuances e exemplos reais de marcas que estão na linha de frente. Assim, o leitor poderá tirar conclusões claras e identificar oportunidades ou riscos no cenário atual.

"Conhecer profundamente o mercado é a melhor arma para tomar decisões estratégicas acertadas, especialmente em setores tão voláteis quanto o da moda íntima."

Vamos começar entendendo o contexto e as principais forças que moldam esse mercado em 2023.

Contexto Atual do Mercado de Moda Íntima

Compreender o contexto atual do mercado de moda íntima é essencial para quem atua no setor, seja como investidor, analista ou gestor. Este segmento, que abrange desde lingerie até roupas para dormir, reflete diretamente as mudanças de comportamento do consumidor, influências culturais e avanços tecnológicos. Em 2023, o mercado passa por transformações notáveis que indicam tanto desafios quanto oportunidades.

A importância de analisar esse contexto reside em identificar movimentos de consumo que podem impactar decisões estratégicas, como lançamento de produtos, posicionamento de marcas e canais de venda. Por exemplo, o aumento da procura por peças sustentáveis e confortáveis, como as produzidas pela Lupo e pela Hope, sinaliza um consumidor mais consciente e exigente.

Além disso, a moda íntima está ligada a tendências sociais, como o empoderamento feminino e a diversidade, que refletem nas campanhas e coleções. Profissionais que acompanham essas mudanças conseguem antecipar demandas e ajustar suas propostas sem ficar atrás na concorrência.

Visão geral do setor em

Em 2023, o setor de moda íntima brasileiro segue em crescimento, apesar das oscilações econômicas. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Confecção e Moda Íntima mostram que o segmento cresceu cerca de 5% no último ano, impulsionado pela recuperação do consumo pós-pandemia e pela diversificação de produtos.

O cenário não se limita apenas às lingeries tradicionais; há uma expansão significativa em categorias como peças confort wear e moda íntima masculina, que antes recebiam menos atenção do mercado. Marcas como a Puket, que atuavam principalmente com pijamas, investem fortemente em coleções que atendem também o público masculino, evidenciando uma mudança importante no perfil de oferta.

A tecnologia nas peças — com tecidos que controlam temperatura e têm propriedades antibacterianas — tem se tornado diferencial na hora da compra. Muitas vezes, consumidores dispostos a pagar mais buscam esse tipo de inovação para seu conforto diário.

Principais players e marcas em destaque

Entre os protagonistas do mercado, nomes como Hope, Lupo, valisere e Scala ganham destaque, cada um explorando nichos diferentes. A Hope é reconhecida pela inovação e design jovem, enquanto a Lupo foca na qualidade e tradição, especialmente em meias e peças esportivas.

Marcas menores e startups também estão ganhando espaço, apostando na personalização e na sustentabilidade. Um exemplo é a Intimissimi Brasil, que vem conquistando público com coleções que valorizam a diversidade corporal e a inclusão, trazendo campanhas com modelos de diferentes etnias e tamanhos.

Outro ponto interessante é o crescimento das marcas que vendem exclusivamente online, utilizando estratégias agressivas de marketing digital e influenciadores para firmar sua posição. A Carrie, por exemplo, investe muito em redes sociais e tem conseguido atrair um público jovem graças à sua comunicação direta e coleções práticas.

O mercado da moda íntima em 2023 prova que entender o público e adaptar-se às suas expectativas é mais importante do que nunca — inovar no produto é fundamental, mas também saber chegar até o cliente é a chave para o sucesso.

Essas dinâmicas atuais abrem espaço para análises mais aprofundadas das próximas seções, onde iremos detalhar o comportamento do consumidor e as tendências que seguirão dominando o mercado.

Comportamento do Consumidor

O comportamento do consumidor é uma peça-chave para compreender as dinâmicas do mercado de moda íntima em 2023. Entender como as pessoas escolhem seus produtos, o que valorizam e que fatores influenciam suas compras ajuda empresas a criar estratégias alinhadas à demanda real. Neste segmento, não basta apenas acompanhar as tendências estéticas — é essencial mergulhar nas motivações, desejos e preocupações que guiam cada decisão.

Preferências e expectativas dos clientes

As preferências dos consumidores de moda íntima estão cada vez mais sofisticadas e diversificadas. Hoje, quem compra busca não só conforto, mas também design que reflita sua personalidade e valores. Um exemplo prático: marcas como Hope e Valisere estão investindo em linhas que mesclam tecidos tecnológicos, como microfibra e algodão orgânico, para atender clientes preocupados com conforto e sustentabilidade. Além disso, a demanda por variedade de tamanhos e ajustes personalizados cresce para contemplar diferentes biotipos, o que evidencia uma maior valorização da inclusão.

Outro ponto importante é a expectativa em relação à durabilidade e funcionalidade da peça. Consumidores esperam lingeries que possam ser usadas em múltiplas ocasiões e que resistam ao desgaste cotidiano. A busca por modelos que ofereçam suporte, mas sem apertar, ainda é prioridade, principalmente no segmento de sutiãs esportivos.

Segmentação de público e perfis de consumo

No mercado de moda íntima, segmentar o público ajuda a direcionar comunicação e produto de forma mais precisa. Entre os perfis que se destacam em 2023, podemos citar:

  • Jovens adultos (18-30 anos): valorizam tendências, cores vibrantes e o impacto visual. São estimulados por influenciadores digitais e redes sociais.

  • Mulheres maduras (acima de 40 anos): buscam peças clássicas, conforto absoluto e qualidade superior. Preferem marcas tradicionais com reputação sólida.

  • Consumidores conscientes: independemente da idade, este grupo prioriza produtos sustentáveis e marcas engajadas socialmente.

Essa diversidade implica em linhas de produtos distintas e estratégias de marketing variadas para cada nicho, evitando a abordagem única que pode afastar potenciais clientes.

Impacto das redes sociais nas decisões de compra

As redes sociais mudaram o jogo no mercado de moda íntima. Plataformas como Instagram, TikTok e Pinterest são fontes constantes de inspiração e recomendação para os consumidores. De acordo com pesquisas recentes, pelo menos 65% das pessoas afirmam que uma publicação ou review nessas redes influenciou suas compras.

Graph showing consumer behavior and market opportunities within the intimate fashion industry
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Marcas como Loungerie e DeMillus têm capitalizado essa tendência investindo em conteúdo que vai além da simple propaganda, incluindo dicas de estilo, vídeos mostrando o caimento das peças e depoimentos reais. Essa interação cria um senso de comunidade e confiança que a propaganda tradicional não entrega.

Vale destacar que as redes sociais também aceleram a resposta das marcas às preferências do público, que pode manifestar suas opiniões instantaneamente, direcionando ajustes rápidos em coleções e campanhas.

Compreender o comportamento do consumidor é, portanto, essencial para que empresas se comuniquem de forma eficaz, ajustem seu mix de produtos e aproveitem tendências que realmente geram impacto nas vendas e na fidelização.

Tendências de Produto e Design

Quando falamos de moda íntima em 2023, entender as tendências de produto e design é fundamental para captar o que está em alta e o que o consumidor realmente busca. Esse aspecto vai muito além da estética; envolve também funcionalidade, conforto e adaptação às novas demandas do mercado. Marcas que investem em inovação conseguem se destacar justamente por oferecer algo que conversa diretamente com o perfil e o estilo de vida do público atual.

Materiais e tecnologias inovadoras

A busca por tecidos que oferecem conforto sem abrir mão da beleza é uma tendência crescente. Materiais como a microfibra stretch, a malha com alta respirabilidade e tecidos antibacterianos estão conquistando espaço. Por exemplo, a linha "Intimate Tech" da Hope, conhecida por seus tecidos que regulam a temperatura corporal, mostra como a tecnologia pode transformar peças simples em produtos de alto valor agregado.

Além disso, a incorporação de elastanos de última geração permite que as peças se ajustem melhor ao corpo, facilitando movimentos e garantindo durabilidade. Algumas marcas estão até explorando algodão orgânico tratado com tecnologia para ficar mais macio e resistente, como a C&A tem feito na sua linha sustentável. Essa combinação de inovação têxtil e consciência ambiental reflete um mercado que valoriza o que está por baixo tanto quanto a aparência.

Estilos e cortes que ganham popularidade

2023 traz uma retomada de estilos que misturam conforto e elegância. O corte high-waist voltou com tudo, especialmente em calcinha e sutiãs, trazendo mais cobertura sem perder a sensualidade. Outro destaque são as peças com recortes assimétricos e detalhes em renda minimalista, que dão uma cara moderna e delicada ao mesmo tempo.

Modelos como top cropped com bojo removível ganham adeptos por sua versatilidade, agradando desde quem busca algo para o dia a dia até quem prefere peças para ocasiões especiais. Brands como Hope e Lupo vêm apostando forte nesses designs para garantir apelo universal. Vale notar também o aumento da procura por peças sem costura, que tornam o visual mais clean e evitam marcas no corpo, recurso valorizado para uso sob roupas justas.

Sustentabilidade e moda consciente

Sustentabilidade deixou de ser um diferencial para ser obrigação no setor de moda íntima. A consciência ambiental ganha força, e os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto à origem e impacto das peças que compram. É grande o número de empresas investindo em fibras recicladas, processos de tingimento menos agressivos e embalagens reutilizáveis. A marca Loungerie, por exemplo, tem uma linha eco-friendly que combina algodão orgânico e tintas naturais, apelando para um público eco-aware.

Mais do que isso, práticas como o upcycling e a produção local começaram a ser valorizadas para redução do desperdício e incentivo à economia circular. > O compromisso da marca com moda sustentável se tornou um dos maiores fatores de decisão para compra hoje em dia, especialmente entre os jovens adultos mais conscientes de seu impacto ambiental.

A tendência aponta para um mercado que une estilo, conforto e responsabilidade social, deixando claro que o design não é só aparência, mas um reflexo das mudanças culturais e econômicas do nosso tempo.

Canais de Distribuição e Vendas

A forma como os produtos de moda íntima chegam ao consumidor é decisiva para o sucesso das marcas. Em 2023, entender os canais de distribuição e vendas não se limita a definir onde vender, mas também como otimizar a experiência do comprador e garantir acesso aos diferentes públicos. Comprar uma lingerie não é só questão de necessidade, mas de desejo e conforto, o que exige que os pontos de contato entre marca e cliente estejam sempre alinhados.

Crescimento do comércio online

O comércio online segue como o motor que impulsiona o varejo de moda íntima. O avanço das plataformas digitais e a facilidade do acesso via smartphones ampliaram o universo de compras sem sair de casa, especialmente importante para consumidores que buscam discrição e comodidade. Marcas como Hope e Loungerie investem pesado em e-commerce, oferecendo desde proveitosos sistemas de assinaturas até experiências virtuais para experimentar produtos. Além disso, a implementação de chatbots para atendimento personalizado melhora a conversação na hora da compra.

Contudo, a entrega rápida e eficiente, com embalagens discretas, é um diferencial fundamental. Um exemplo prático: oferecer opção de entrega em locker ou pontos de retirada para evitar constrangimentos pode ser decisivo para fidelizar clientes.

Experiência de compra em lojas físicas

Apesar da ascensão do digital, as lojas físicas ainda mantêm papel importante, principalmente para consumidores que valorizam o toque, o ajuste e o atendimento personalizado. Lojas da Intimissimi no Brasil, por exemplo, investem em provadores com iluminação especial e consultores treinados para sugerir modelos de acordo com o tipo físico e estilo do cliente.

Além disso, as lojas físicas estão se reinventando para criar um ambiente acolhedor, onde o cliente se sinta à vontade para experimentar e tirar dúvidas. Esse aspecto é importante para uma peça tão íntima quanto a lingerie. Um cenário que tem se mostrado eficaz é a criação de eventos exclusivos ou workshops sobre autocuidado ali dentro, estreitando a relação marca-consumidor.

Estratégias de omnichannel para o setor

O setor de moda íntima vem adotando estratégias omnichannel para integrar canais online e offline, garantindo uma experiência do cliente mais fluida e coerente. Isso significa, por exemplo, permitir que o cliente compre online e retire na loja física, faça trocas rápidas ou consulte o estoque local pelo app do varejista.

Marcas como a Valisere têm implementado sistemas onde o consumidor pode escolher como prefere ser atendido, reforçando o atendimento humanizado em ambos os canais. O omnichannel também facilita a coleta de dados sobre o comportamento de compra, possibilitando ofertas mais certeiras e personalizadas.

Investir em estratégias omnichannel é mais que tendência, é uma necessidade para o mercado de moda íntima continuar crescendo e atender às demandas de um cliente cada vez mais exigente e conectado.

Em suma, não se trata apenas de onde vender, mas de como vender, entregando valor e experiência em todos os pontos de contato. A combinação inteligente dos canais de distribuição e vendas é uma peça-chave para se manter competitivo em 2023, especialmente para investidores e analistas que precisam compreender o potencial real de cada empresa do segmento.

Análise Competitiva do Mercado

A análise competitiva é essencial para qualquer investidor, trader ou analista que deseja entender o mercado de moda íntima em 2023. Ela permite identificar como diferentes marcas se posicionam, quais estratégias empregam para ganhar participação e de que forma se diferenciam entre si. Sem essa visão, decisões sobre investimentos ou movimentos no mercado se tornam baseadas em suposições, aumentando o risco. Além disso, essa análise traz clareza sobre onde estão as oportunidades e ameaças, tornando-se um passo fundamental para qualquer avaliação profunda.

Posicionamento das marcas nacionais e internacionais

O mercado de moda íntima no Brasil reúne nomes nacionais consolidados, como Hope e Valisere, que se destacam por atender ao público local com peças que valorizam estilo e conforto, adaptadas às preferências brasileiras. Por outro lado, marcas internacionais como Calvin Klein e Victoria's Secret apostam em designs globais e marketing agressivo para manter seu apelo. Essas duas categorias atuam em diferentes nichos: enquanto as nacionais focam em valor e familiaridade, as internacionais investem em status e inovação estética. Essa divisão cria um cenário competitivo vivo, no qual entender a percepção do consumidor sobre cada player é vital para avaliar a posição deles no mercado.

Estratégias de marketing utilizadas

As táticas de marketing são variadas, mas algumas claramente se destacam. Marcas como Duloren investem pesado em marketing digital e influenciadores, utilizando hashtags específicas e campanhas interativas no Instagram para engajar consumidores jovens. Em paralelo, empresas tradicionais mantêm o foco em promoções sazonais e parcerias com lojas físicas para reforçar a presença offline. Outra estratégia crescente é o storytelling, onde marcas criam narrativas em torno da empoderamento e da diversidade, como Lupo faz em campanhas recentes. Para investidores, observar como essas estratégias atraem diferentes públicos pode indicar quais empresas estão melhor preparadas para manter crescimento em um mercado competitivo.

Fatores que diferenciam os concorrentes

No competitivo universo da moda íntima, alguns detalhes fazem toda a diferença. A qualidade do tecido e o conforto são não negociáveis para consumidores recorrentes – marcas que testam e atualizam materiais, como a Valisere com fibras com tecnologia de absorção, ganham vantagem. Além disso, o design inovador, que alia estética e funcionalidade, diferencia players que conseguem antecipar tendências, como a Hope que investe em modelagens que valorizam a diversidade corporal. Outro ponto decisivo é a responsabilidade ambiental: consumidores estão cada vez mais atentos à sustentabilidade, e marcas que adotam processos eco-friendly, como a Skinbiquini, capturam uma fatia de mercado disposta a investir mais por valores alinhados. Esses fatores, combinados, formam a base que separa os líderes dos demais no setor.

Realizar uma análise competitiva detalhada permite aos profissionais do mercado tomar decisões mais fundamentadas, antecipar movimentos do mercado e identificar pontos-chave para inovação e expansão.

Desafios Enfrentados pelo Setor

Entender os desafios enfrentados pelo mercado de moda íntima em 2023 é essencial para quem deseja investir ou atuar no segmento. Esses obstáculos impactam diretamente as estratégias de negócios, o desenvolvimento de produtos e a relação com o consumidor, criando um cenário que exige adaptação rápida e decisões acertadas.

Impacto da economia e do poder de compra

A variação do poder de compra do consumidor brasileiro tem sido uma montanha-russa nos últimos anos, com altos índices de inflação e mudanças nos salários reais. Isso afeta a decisão de compra na moda íntima, onde muitos consumidores optam por reduzir gastos ou buscar opções mais acessíveis sem abrir mão da qualidade.

Por exemplo, marcas como Hope e Valisere observaram maior procura por linhas básicas e peças com custo-benefício melhor, deixando modelos mais sofisticados e caros em segundo plano. Já o mercado popular, representado por marcas como Lupo, teve crescimento por apresentar produtos mais baratos e designs atraentes.

"É preciso ajustar portfólio para atender diferentes faixas de renda, sem perder a identidade da marca."

Concorrência e inovação constante

O mercado está cada vez mais saturado, com dezenas de marcas nacionais e internacionais disputando espaço. A competição força as empresas a inovar constantemente — seja em design, materiais ou na experiência de compra. A dificuldade está em se destacar sem perder rentabilidade.

Marcas como Intimissimi investem pesadamente em tecnologia têxtil, adotando tecidos que evitam odores e melhoram o conforto. Enquanto isso, players menores apostam em diversidade e inclusão para criar laços emocinais mais fortes com nichos específicos. Essa corrida por inovação não é fácil para todos, principalmente para marcas que não dispõem de recursos ilimitados.

Mudanças regulatórias e sustentabilidade

As legislações ambientais têm avançado no Brasil e no mundo, afetando diretamente a moda íntima na questão da sustentabilidade. Produtos precisam ser fabricados com menos impacto ambiental, o que pode elevar custos ou forçar mudanças na cadeia produtiva.

Além disso, há uma pressão crescente dos consumidores por transparência e práticas éticas, como o uso de algodão orgânico ou reciclagem de tecidos, como acontece com a Hering. Estar em conformidade com essas exigências regulatórias e ainda atrair consumidores conscientes se tornou um desafio que exige equilíbrio entre inovação, responsabilidade e custo.

Ficar atento a esses desafios ajuda investidores e profissionais a planejar melhor suas estratégias, identificando riscos e oportunidades. As marcas que conseguirem navegar por essas dificuldades com agilidade e visão terão vantagem competitiva no mercado de moda íntima atual.

Oportunidades e Perspectivas para o Futuro

Explorar as oportunidades e perspectivas que o mercado de moda íntima oferece é essencial para quem quer entender como o setor pode evoluir e onde vale a pena investir. Esse tema ajuda a projetar os caminhos que as marcas e os profissionais poderão seguir para se destacar, identificando nichos e tendências que talvez ainda não sejam tão visíveis no dia a dia.

Expansão para novos públicos e segmentos

Uma das portas mais promissoras para o crescimento está na expansão para públicos que até pouco tempo eram pouco explorados. Por exemplo, o aumento da demanda por moda íntima para pessoas trans ou para um público mais velho, que busca conforto aliado a estilo, indica uma chance real para as marcas inovarem. Também, segmentos como moda masculina que evolui além do básico, oferecendo linhas mais irreverentes e funcionais, estão ganhando espaço.

Investir nessa diversidade significa captar consumidores que buscam se sentir representados e valorizados, algo que no passado era pouco considerado pelas grandes marcas. A Dengo Lingerie, por exemplo, tem apostado nessas linhas inclusivas, garantindo uma conexão direta com esse público em ascensão.

Investimento em tecnologia e personalização

A personalização em moda íntima não é mais um luxo isolado, mas uma tendência que permite maior fidelização do cliente e diferenciação no mercado. Ferramentas digitais que permitem customizar medidas, escolher tecidos e cores oferecem uma experiência única e aumentam o valor percebido do produto.

Tecnologias como impressão 3D de rendas e tecidos inteligentes que regulam a temperatura do corpo já começam a aparecer em coleções experimentais. Marcas que investirem nesse sentido, aliando tecnologia e atendimento personalizado, têm mais chances de sair na frente. Um exemplo prático é a Intimissimi, que vem adotando recursos digitais para que o consumidor faça seu ajuste ideal online, reduzindo devoluções e aumentando a satisfação.

Potencial de crescimento no mercado brasileiro

O mercado brasileiro ainda guarda um enorme potencial de crescimento devido à população diversificada e crescente de consumidores atentos à moda íntima. Além disso, a valorização da produção nacional e o aumento da renda de algumas camadas sociais fortalecem o consumo no país.

Especificamente, o crescimento de classes C e D com maior acesso ao mercado formal e crédito permite que marcas direcionem coleções econômicas mas com qualidade, que atendam as necessidades desse público. Além disso, o nordeste brasileiro, com seu dinamismo cultural e crescente poder aquisitivo, merece destaque como região onde o mercado pode florescer com estratégias locais.

A chave para aproveitar o potencial brasileiro está em entender a diversidade cultural e econômica, oferecendo produtos que conversem diretamente com as realidades locais, na medida certa e com preço justo.

Essa visão de futuro ajuda investidores e profissionais a antecipar movimentos, ajustando estratégias para não apenas sobreviver, mas crescer e liderar em um cenário cada vez mais competitivo e dinâmico.